A economia brasileira vive um momento em que prudência e movimento estratégico caminham lado a lado. A combinação de inflação persistente, juros altos e um cenário internacional mais adverso, marcado por tensões comerciais e incertezas fiscais nos Estados Unidos, tem exigido dos gestores uma atuação cada vez mais ativa e analítica. Segundo a Ata do Copom nº 272 (julho/2025), o ambiente global segue “mais adverso e incerto”, com os Estados Unidos elevando tarifas comerciais e pressionando economias emergentes como o Brasil. O Comitê destacou ainda que a inflação permanece acima da meta, projetada em 4,9% para 2025 e 3,6% para 2026, o que justifica a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, em um patamar considerado “significativamente contracionista por período prolongado”. O Boletim Focus de 8 de agosto de 2025 reforça esse cenário: as projeções de crescimento do PIB foram revisadas para 2,21%, enquanto o câmbio se mantém em torno de R$ 5,60 e a inflação esperada para o ano em 5,05%. Em resumo, o mercado precifica estabilidade com viés de cautela, um terreno fértil para a diferenciação por meio da gestão ativa. Em momentos de instabilidade, a gestão ativa se torna um diferencial competitivo porque parte de um princípio simples: não há retorno sem leitura de contexto. Enquanto a gestão passiva segue índices, a ativa monitora múltiplas variáveis, macroeconômicas, setoriais e comportamentais, para capturar assimetrias de preço e valor. Em 2025, essa abordagem é ainda mais relevante diante da volatilidade dos ativos globais, da pressão inflacionária nos serviços e da moderação no crédito e no consumo, destacados pelo Copom. Diversificar continua sendo uma das principais ferramentas de proteção e performance, mas não de forma aleatória. A diversificação inteligente parte de correlações dinâmicas entre classes de ativos, setores e geografias, ajustadas conforme o ciclo econômico. Além disso, o uso de análise quantitativa e cenários probabilísticos permite calibrar o portfólio de forma mais ágil, com realocação de risco conforme novas informações surgem. A gestão ativa bem executada depende de sincronizar risco e oportunidade. Em 2025, com expectativas de inflação desancoradas e uma política monetária ainda restritiva, o tempo de entrada e saída das posições se tornou tão relevante quanto a própria escolha dos ativos. O diferencial está em equilibrar exposição e liquidez, avaliando continuamente os impactos de políticas fiscais e monetárias sobre o prêmio de risco e o custo de capital. Como destacou o Copom, “a política fiscal e a monetária devem ser harmoniosas”, um alerta direto sobre a importância de ajustes rápidos em portfólios que buscam consistência no longo prazo. Em um ambiente de incerteza e juros elevados, gestão ativa é sinônimo de preparo. Gestão ativa é estar preparado para se mover — não apenas reagir. Na Acura Capital, essa visão guia as decisões que unem técnica, timing e inteligência de mercado para entregar resultados consistentes em diferentes ciclos econômicos. Gestão ativa: preparo para agir, não apenas reagir
Mais do que reagir às oscilações, ela busca antecipar movimentos, ajustando posições de forma tática e oportunista, sempre com base em dados e análises consistentes. Diversificação inteligente: a chave da resiliência
Em um contexto de juros elevados e câmbio volátil, por exemplo, estratégias que combinam renda fixa com duration tática, créditos estruturados e posições defensivas em multimercados ganham espaço. Timing e análise de risco: onde mora a vantagem competitiva
Conclusão
É a capacidade de combinar leitura macro, análise micro e execução disciplinada.
Mais do que proteger, ela permite posicionar-se estrategicamente para capturar oportunidades que a volatilidade oferece aos que sabem interpretá-la.