O começo do ano é quando o mercado zera o odômetro e pergunta o básico: a inflação está convergindo de verdade ou só tirou férias? O primeiro pacote de sinais vem de três frentes: A leitura combinada desses três pontos é o que mais importa para renda fixa, crédito e curva longa no 1º trimestre. O IPCA-15 de dezembro veio em 0,25%, acima de novembro (0,20%), e fechou 2025 em 4,41% (acumulado no ano). Esse número é importante por dois motivos: Aqui é onde muita análise de mercado escorrega. Um IPCA de 0,25% pode ser: O próprio Copom vem batendo na tecla de que núcleos seguem acima do compatível com a meta há meses e que serviços têm inércia maior, especialmente com mercado de trabalho ainda firme. Ou seja, a pergunta certa não é quanto deu o IPCA-15, é: No IPCA-15, o sinal qualitativo é: a prévia ajudou na narrativa desinflacionária, mas não resolve a parte dura do problema, serviços e expectativas. A lógica do Copom, explicitada em atas recentes, é bem direta: Isso aparece de forma recorrente na ata do Copom: postura significativamente contracionista por período bastante prolongado e foco em reancorar expectativas. No Focus de 02/01/2026, o mercado está com: Tradução para o 1º trimestre do ano: Essa combinação costuma gerar o seguinte comportamento do BC: cortar só quando tiver confiança, e não quando o mercado estiver ansioso. Cenário mais provável, dadas as informações disponíveis: Com juros altos, é fácil se acomodar. O detalhe é que o retorno relativo entre estratégias muda muito com o tipo de inflação. Pós-fixado (CDI/Selic): Prefixado: Indexado à inflação (IPCA+): O Focus está sinalizando inflação ainda acima do centro da meta em 2026, então proteção inflacionária segue relevante em alocação estrutural, especialmente para prazos maiores. O Copom vem descrevendo moderação no crédito, com elevação de juros e inadimplência e atenção ao comprometimento de renda das famílias. Isso é um recado direto para crédito estruturado: O que tende a performar melhor nesse ambiente: Em outras palavras, 2026 começa com um velho clássico: crédito bom é o que você consegue explicar no detalhe quando o mercado vira, não o que fica bonito no pitch. A curva longa (juros de prazo maior) é sensível a: O Copom explicitamente liga política fiscal ao prêmio a termo da curva e à dinâmica de inflação. Então, mesmo que a inflação melhore na margem, se o fiscal piorar, o juro longo pode abrir. Ele revela menos o número e mais o regime: E aqui entra o ponto de posicionamento da Acura: o valor não está em repetir manchete, está em traduzir mecanismo macro em decisão prática, com técnica e clareza. Com uma estrutura completa para atendimento sob demanda, oferecemos opções de investimentos para geração de valor no médio e longo prazos, com foco na preservação de patrimônio. Nossa estratégia é construir portfólios allweather, capazes de performar em todos os cenários. Temos especialização em legal claims, fundos multimercado estruturados e fundos de renda variável — todos com longo track record. Além de contarmos com a estratégia de investimentos offshore.
1) Leitura detalhada do IPCA de dezembro e o fechamento do ano (com o que já está na mesa)
1.1 O que o IPCA-15 de dezembro já diz sobre “o fechamento” de 2025
1.2 O que está por trás do número (qualidade da inflação, não só o headline)
2) Implicações para a política monetária no 1º trimestre de 2026
2.1 O mapa mental do Copom: o que precisa acontecer para o BC aliviar
2.2 O que o Focus de janeiro está dizendo sobre 2026
2.3 O que é o cenário base para o 1º trimestre
3) Como isso impacta renda fixa, crédito estruturado e curva longa
3.1 Renda fixa: a diferença entre ganhar dinheiro e só não perder
3.2 Crédito estruturado: aqui o macro vira micro, e a estrutura faz diferença
3.3 Curva longa: o jogo é prêmio de risco, não só inflação do mês
4) O que o primeiro dado do ano realmente revela
Sobre a Acura Capital